População em situação de rua tem mais acesso à alimentação e atenção em saúde no DF

Terceiro estudo temático do 2º Censo Distrital aponta crescimento no uso dos restaurantes comunitários e reforça a importância de ações integradas entre secretarias e órgãos do GDF

Todos os dias, por volta do meio-dia, José da Cruz (nome fictício) chega ao Restaurante Comunitário da Estrutural com o mesmo propósito: garantir a refeição que, sem esse serviço, talvez faltasse. “Eu não tenho outro lugar. Aqui é de graça, é certo de vir comer, me alimentar”, resume. Em situação de rua, sem renda fixa e com dificuldades até para pedir ajuda, ele considera o restaurante uma verdadeira salvação: “Saio com a barriguinha cheia, satisfeito.”

O depoimento de José sintetiza o impacto direto das políticas públicas voltadas à segurança alimentar no Distrito Federal. O terceiro estudo temático do 2º Censo Distrital da População em Situação de Rua, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), mostra que cresceu significativamente o número de pessoas em situação de rua que recorrem aos restaurantes comunitários.