Eventos começam nesta segunda e vão até sexta-feira
A diversidade do patrimônio cultural do Brasil estará presente na série de atividades à disposição do público, desta segunda-feira (11) à próxima sexta (15), no prédio da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco, 46, no centro da cidade.

As atividades gratuitas, como apresentações musicais, oficinas e rodas de conversa, estão incluídas em ações definidas pelo Iphan com o tema Mês do Patrimônio – Participação Social, Territórios e Sustentabilidade. A proposta é uma agenda descentralizada e colaborativa, a ser praticada nas suas superintendências regionais, em parceria com a sociedade civil organizada em todo o país.
“Os territórios e comunidades são a temática do Mês do Patrimônio do Iphan. A gente tentou juntar esses dois conceitos, que são a mola mestra do patrimônio cultural em atividades que envolverem as duas coisas e nada melhor do que escola, patrimônio e música”, disse a superintendente do instituto no Rio, Patricia Wanzeller, em entrevista à Agência Brasil.
A programação prevê um debate sobre a cultura afro-brasileira e a escolha do Bembé do Mercado como enredo da Beija-Flor de Nilópolis. A escola de Samba vai apresentar na avenida, no carnaval de 2026, a história desse que é o maior candomblé de rua do mundo, reconhecido, desde 2019, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A conversa, na quarta-feira (13), terá a participação do carnavalesco Mílton Cunha e de representantes da azul e branco da Baixada Fluminense. No mesmo dia, uma apresentação da bateria da Beija-Flor de Nilópolis vai animar o público.
O samba não será o único gênero musical no encontro. As atividades têm ainda o Choro no debate Entre cordas e sopros: o Choro como Patrimônio Cultural do Brasil e um show do grupo Caras & Coroas. A presença feminina no Forró e na Literatura de Cordel terá destaque com uma apresentação, na quinta-feira (14), do Projeto Mulher Forrozeira, além da presença do Jongo, importante manifestação cultural afro-brasileira característica da Região Sudeste. “Este ano, a gente terá como foco não só o forró. Vamos falar da mulher no forró, um papel que ainda precisa ganhar visibilidade”, afirmou.
Oito anos após o reconhecimento como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os participantes vão receber informações sobre a importância do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária da capital. O debate terá a participação do historiador, escritor e mestre em bens culturais Thiago Gomide, da jornalista Mônica Sanches, de Alexandre Nadai, do Instituto Pretos Novos, de Gracy Moreira, da Casa da Tia Ciata, e de e Célio Oliveira, do grupo Afoxé Filhos de Gandhi. A mediação será do representante regional no Rio de Janeiro da Fundação Cultural Palmares, Eliel Moura.