Num gesto interpretado como “histórico” por diplomatas, a China anunciou que não irá mais manter seus benefícios como país em desenvolvimento nas negociações comerciais na OMC. O gesto atende a uma antiga demanda do governo dos EUA que, por anos, alegou que Pequim não poderia mais ser considerado como um país emergente.
O anúncio é um marco na história comercial e um divisor de águas.
Para observadores internacionais, a decisão faz parte da construção de uma nova ordem mundial, com a China assumindo seu papel de liderança.
Pelas regras da OMC, países em desenvolvimento contam com um
“tratamento especial e diferenciado”. Ou seja, podem manter barreiras mais altas que países ricos, mais subsídios e flexibilidades extras para implementar acordos. As medidas têm como objetivo ajudar os países mais pobres a desenvolver políticas públicas para geração de emprego, renda e competitividade – exatamente como fizeram europeus e americanos ao longo de décadas.