Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria celebra 14 anos formando atletas e cidadãos

Trajetória de Eduardo Vasconcelos, atleta da Seleção Brasileira de bocha paralímpica, ilustra o papel do esporte público na transformação social

Quando Eduardo Vasconcelos chegou ao Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de Santa Maria, aos 8 anos de idade, ele buscava na natação uma forma de reabilitação. A modalidade que o levaria à Seleção Brasileira de bocha paralímpica ainda nem existia no espaço. Com o apoio dos professores e muita persistência, aquele início improvisado se transformou em uma trajetória de alto rendimento, construída dentro do equipamento público que completa 14 anos em 2026.

“Eu comecei no Centro Olímpico sem saber que aquilo ali mudaria toda a minha vida. A bocha nem existia ainda, a gente não tinha material, adaptava tudo e aprendia treinando. Mas foi ali que eu me descobri como atleta e como pessoa”, relembra Eduardo, hoje integrante da Seleção Brasileira de Jovens, com títulos pan-americanos e vice-campeonato mundial individual e por equipes.

Ao longo dessa trajetória, o esporte se tornou também uma ferramenta de autonomia e desenvolvimento para o atleta, que convive com paralisia cerebral e encontrou na bocha um caminho de expressão, competição e crescimento pessoal. Hoje, aos 22 anos, Eduardo representa o Brasil em competições internacionais e carrega no currículo experiências que começaram ainda na infância, dentro do COP Santa Maria.