Acordo garante nomeações, aumento de gratificações e reposição das aulas; greve durou 24 dias e chegou ao fim após assembleia da categoria
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comemorou nesta quarta-feira (25) o fim da greve dos professores da rede pública, que durava 24 dias. A paralisação foi encerrada após a categoria aprovar proposta do GDF em assembleia-geral, com retorno imediato às salas de aula a partir desta quinta-feira (26).
“Ganham todos, e de forma especial a comunidade educacional, que agora terá a reposição dos dias parados e a conclusão do ano letivo sem maiores problemas”, afirmou Ibaneis em entrevista ao GPS|Brasília.
🤝 Intermediação política e avanço nas negociações
A proposta que selou o acordo foi construída em diálogo entre o GDF e o Sinpro-DF, com atuação destacada do deputado distrital Chico Vigilante (PT), que intermediou as conversas com o Palácio do Buriti. A negociação foi conduzida pelos secretários Gustavo Rocha, Helvia Paranaguá e Ney Ferraz junto à comissão de negociação do sindicato.
📋 Principais pontos do acordo
A proposta aprovada pelos professores prevê medidas estruturantes para a valorização da carreira docente:
- Nomeação de pelo menos 3 mil aprovados em concursos da Secretaria de Educação até dezembro de 2025
- Dobro nas gratificações por titulação acadêmica:
- 10% para especialização
- 20% para mestrado
- 30% para doutorado(com início dos novos percentuais a partir de janeiro de 2026)
- Garantia de não corte no ponto dos profissionais que aderiram à greve
Atualmente, a rede pública do DF conta com cerca de 15 mil professores temporários e 9.420 efetivos, segundo o sindicato.
🗳 Assembleia apertada e clima tenso
A votação que aprovou o fim da greve foi realizada em assembleia-geral, no estacionamento entre o Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) e a Torre de TV. O clima foi de tensão e divisão, refletindo as diferentes expectativas dentro da categoria em relação à proposta.