EUA afirmam na ONU que ataques reduziram capacidade nuclear do Irã

Representantes dos EUA, Israel e Irã se pronunciam no Conselho de Segurança após ofensiva militar; Teerã nega intenção bélica e defende solução diplomática

Em sessão tensa do Conselho de Segurança da ONU nesta terça-feira (24), a embaixadora interina dos Estados Unidos, Dorothy Shea, afirmou que os recentes ataques americanos às instalações nucleares do Irã conseguiram “degradar efetivamente a capacidade de Teerã de produzir uma arma nuclear”.

“Esses ataques — de acordo com o direito inerente à autodefesa coletiva e em conformidade com a Carta da ONU — visavam mitigar a ameaça representada pelo Irã a Israel, à região e à paz e segurança internacionais”, disse Shea.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também declarou que as operações do fim de semana “destruíram completa e totalmente” as principais instalações de enriquecimento de urânio do Irã.

🔥 Cessar-fogo e avaliações preliminares

Trump anunciou que um cessar-fogo entre Irã e Israel entrou em vigor nesta terça. Já o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que os ataques atingiram seus objetivos imediatos:

“Conseguimos impedir o avanço do programa (nuclear) e eliminar uma ameaça iminente”, afirmou.

Apesar das declarações enfáticas, fontes da inteligência americana disseram à Reuters que os danos provocados pela ofensiva devem atrasar o programa nuclear iraniano por apenas alguns meses.

🇮🇷 Irã nega intenções bélicas e reforça caráter pacífico do programa

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, reagiu com firmeza às acusações e defendeu o caráter pacífico do programa nuclear iraniano:

“O Irã emergiu orgulhoso e firme diante dessa agressão criminosa. Isso prova uma verdade simples: diplomacia e diálogo são o único caminho para resolver essa crise desnecessária.”

⚖️ Tensão crescente, apelos à diplomacia

O episódio acirra as tensões no Oriente Médio e reabre o debate sobre os limites do uso da força em nome da segurança regional. Enquanto os EUA e Israel defendem a operação como autodefesa legítima, o Irã e seus aliados veem o ataque como uma violação da soberania e do direito internacional.